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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

'Ninguém Leva Minha Depressão A Sério'

Especialistas afirmam que preconceito é sentido por quase 100% dos pacientes e alertam que doença deve ser tratada, pois em alguns casos pode levar à morte

Não havia um dia que Márcia* não ouvisse frases como “vai passar”, “é só você esquecer que a tristeza vai embora” ou ainda “isso não é nada que o trabalho não resolva”. Enquanto ouvia estes comentários, ela se afundava na depressão. Sem saber. Aos poucos, foi se afastando dos amigos e já não gostava ou não tinha forças para fazer quase nada. Executar tarefas rotineiras do trabalho se tornou muito difícil. Foi preciso uma década para que Márcia, os amigos e a família se dessem conta de que ela tinha depressão.
Nesse tempo, ela teve crises de ira e angustia e tentou se matar duas vezes. “Nunca é bom ouvir que a angústia que você está sentindo não é nada. Comentários desse tipo te deixam mais impotente e você se odeia ainda mais por estar naquela situação e simplesmente não conseguir sair dela”, diz ela, atualmente com 28 anos.
Relatos como o de Márcia não são raros. Apesar de mais de 350 milhões de pessoas sofrerem de depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e da previsão de a doença ser a mais comum no mundo em 2030, quem sofre do mal não costuma ser levado a sério. No Brasil - o campeão dos casos, com cerca de 15% da população atingida - o descaso beira o preconceito. 
"Você nunca vai ouvir ninguém falar para um diabético que ele não precisa se tratar, que é só lavar um tanque de roupa suja que passa. A depressão também é uma doença e, dependendo da gravidade, pode ser letal", afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva. Ele diz que quase 100% dos seus pacientes relatam ouvir esse tipo de conselho. 
Andrea Feijó Mello, médica responsável pelo Ambulatório de Estresse e Depressão da Unifesp, em São Paulo, concorda que o preconceito que a população tem com a depressão é quase geral. “Normalmente as pessoas pensam que eles estão com preguiça, mas na verdade pacientes com depressão têm diminuição do raciocínio e da capacidade de execução. Acho que este problema tem muito a ver com o preconceito e com a desinformação”, disse.





Depressão
A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima. Outros sintomas são distúrbios do sono e perda de apetite. Também há a sensação de cansaço e falta de concentração. Em graus mais elevados pode levar ao suicídio e deve ser tratado por profissionais e com medicamento.
“Muitas pessoas acham que para ficar deprimido é preciso de algum motivo, o que não é verdade. É uma doença com um causador interno (alterações químicas no cérebro), que pode ser associada ou não a uma causa ambiental”, disse Silva.
Depois de duas tentativas de suicídio, Márcia percebeu que precisava de tratamento. "Fui ao psiquiatra e na psicanalista, e segui com o tratamento direitinho. Melhorar era a prioridade. É uma doença e tem que ser tratada. Tomava os remédios no horário e ia nas consultas. Minha irmã, que na época estava desempregada, cuidava de mim. Não ia nem ao banheiro sozinha. Tinham medo que eu tentasse me matar novamente”, conta.
Hoje Márcia está bem. “Tanto que consigo falar sobre o que aconteceu mais tranquilamente”, diz. Ela continua o tratamento e vai ao psicanalista uma vez por semana. No início do tratamento, eram três vezes por semana. Também parou de tomar remédio, por indicação do médico. “Não estou medicada, mas caso eu sinta qualquer tipo de sintoma eu devo falar com o meu médico”, diz. 
*O nome foi alterado para preservar a identidade

FONTE: Saude.ig

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

23 Coisas Que Você Não Deveria Dizer Para Alguém Com Depressão

Apoiar alguém que luta contra a depressão pode ser complicado, e às vezes é tentador se afastar da pessoa em vez de arriscar falar bobagem.

Mas não faça isso. Seus amigos precisam de você mais do que nunca. Só tenha em mente que algumas dessas frases bem-intencionadas podem ter um significado completamente diferente para alguém que sofre de depressão.

1. “Mas você parece tão feliz!”



Você está dizendo que não acredita que estamos deprimidos?

2. “Mas a sua vida é tão boa!”




Talvez a gente tenha perdido o memorando avisando que pessoas com uma vida boa não estão autorizadas a ter depressão.

3. “Você já tentou…?”


E se não, é porque nós não queremos ou talvez porque nós ainda não estamos prontos. Embora agradeçamos o seu conselho, às vezes nós só precisamos de apoio.

4. “É só sair e fazer exercícios ao ar livre — você vai se sentir bem melhor.”



Isso é a mesma coisa que dizer: “Vai correr um pouquinho — suas pernas quebradas vão ficar bem melhores!”

5. “Mas por que você está deprimido?”



É ótimo que você queira entender. O problema é que não existe só um motivo: tem a ver com combinação de genética, biologia, ambiente, experiências sociais e comportamentos adquiridos.

6. “Vamos tomar uma bebida pra você esfriar a cabeça.”




Er… é melhor não tratar nossa doença como um dia difícil no trabalho.

7. “Você não parece deprimido.”



Então… a aparência física das pessoas pode não ter nada a ver com a doença mental com a qual elas estão lidando.

8. “Não se preocupe, você é forte o suficiente para lidar com isso.”





Agradeço pelo apoio, mas ~força de caráter~ não tem nada a ver com recuperação.

9. “Mas eu não faço você feliz?”



Você faz, mas a depressão não é só uma questão de alegria e tristeza; e não queremos que você carregue esse peso.

10. “Você não tem medo de que os remédios te transformem num zumbi?”


Você não tem medo de ser inapropriado ficar perguntando sobre os métodos de tratamento que alguém escolheu?

11. “Você está tomando seus remédios?”



Isso também não é muito delicado.

12. “Você só tem que tentar não pensar nisso.”



Quando foi que isso funcionou para qualquer outra coisa?

13. “Pelo menos você não está tão ruim quanto certas pessoas.”



Como é que é?

14. “Eu sei como é; de vez em quando, eu também fico deprimido.”



A menos que esteja falando sobre sua própria luta contra a depressão, esse é um jeito bem fácil de fazer com que nos sintamos uns inúteis incapazes.

15. “Eu sinto saudades de como as coisas eram antes.”



Você também poderia dizer: “Hoje você é uma porcaria de amigo.” E pode acreditar que nós pensamos muito sobre isso.

16. “Acho que seria bom você se concentrar em fazer exercícios e ter uma boa alimentação.”



Tudo bem, a saúde física pode estar relacionada à saúde mental. Mas se você não é médico, isso não é da sua conta

17. “Você está sendo muito duro consigo mesmo.”



É a depressão que está sendo dura com a gente.

18. “Você precisa se concentrar em fazer coisas que te deixem feliz.”



Uma coisa engraçada na depressão é que as coisas que costumavam me deixar feliz não deixam mais.

19. “Você vai melhorar, é só uma fase.”



Entãooo… é só continuar sofrendo até passar?

20. “Você ainda está com depressão? Mas pensei que já estivesse melhor.”



Existe algum prazo de validade para isso?

21. “Todo mundo tem aqueles dias.”



E muitas pessoas têm “aquela” vida.

22. “A felicidade é uma escolha!”


Que droga! Escolher a felicidade? Por que não pensamos nisso antes?

23. “Eu sei que você conseguirá vencer a doença.”




Tudo bem, nós entendemos o que você quer dizer, mas isso implica que se nós não "vencermos", é porque não estamos lutando o bastante. E não é assim que as coisas funcionam.

FONTE: http://www.buzzfeed.com/

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Índice De Transtorno De Ansiedade E Depressão Em SP É Igual A De País Em Guerra

A região metropolitana de São Paulo tem índices de depressão e transtornos de ansiedade semelhantes ao de áreas de guerra como o Líbano e a Síria. Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e que integra uma base de dados internacional identificou que 19,9% da população sofre de algum transtorno de ansiedade. Já em relação à depressão, os dados mostram que ela atinge 2,2 milhões, ou 11% dos 20 milhões de pessoas que moram na grande São Paulo.

“É preocupante. É uma cidade muito estressada, muito violenta. Acreditamos que o nível de violência tenha relação a ansiedade e a depressão”, disse.Wang Yuan Pang, pesquisador do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenador da pesquisa São Paulo Megacity, que integra um estudo da Organização Mundial da Saúde realizado concomitantemente em vários países.

Wang afirma que 54% dos entrevistados relataram ter vivido pelo menos um evento violento traumatizante, que pode ir desde ser vítima de um assalto, a presenciar a morte de alguém, ou tentativa de homicídio, ou sofrer estupro.

Além do alto índice, outra preocupação dos pesquisadores é o fato de não haver serviço suficiente para atender a demanda. “ A gente não tem pessoal suficiente para atender esta população” disse. No estudo, os problemas de saúde mental foram divididos em três níveis de acordo com a gravidade. Apenas um terço destes 10% de pessoas na categoria grave - aqueles que tentaram suicídio, apresentaram transtorno bipolar, ou são dependentes químicos com sinais fisiológicos -de fato receberam tratamento.

A taxa de depressão está entre as maiores do mundo. Países da África, menos desenvolvidos que a região metropolitana de São Paulo, têm índices de depressão de 4%, 6%, de acordo com Wang. Mas são os casos mais sérios de transtornos de ansiedade que deixaram os pesquisadores alarmados, aqueles que englobam casos como fobias e até síndrome do pânico.

Só a síndrome do pânico, um grave transtorno de ansiedade, atinge 1,1% da população, ou 220 mil pessoas só na região metropolitana de São Paulo. De acordo com Wang, no entanto, ela é mais percebida do que a depressão, por exemplo, porque é mais difícil de esconder. “Ela é extremamente incapacitante. O indivíduo não consegue sair de casa, pegar o metrô cheio."

O estudo também mapeou os locais onde há mais casos de ansiedade e depressão. Percebeu-se que as áreas periféricas, onde há menos segurança e saneamento - as chamadas áreas de privação social - , são justamente aquelas com menos casos de depressão e transtornos de ansiedade. “Não quer dizer que as pessoas são mais felizes, não é isso. O que acontece é que nessas áreas periféricas há um alto número de migrantes, que se mudam para São Paulo para trabalhar. Quem não está saudável, com boa saúde mental, não aguenta e volta. Nessas áreas os problemas são outros: há muitos casos de alcoolismo e uso de drogas.”


FONTE: em http://saude.ig.com.br/ Por Maria Fernanda Ziegler

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sintomas de Depressão: 11 Sinais De Que Esse Mal Está Dominando Você


De uma maneira geral, os sintomas de depressão se confundem bastante com sintomas de outras doenças. E saber qual a diferença entre um quadro de tristeza, por exemplo, e um caso real de depressão não é a tarefa mais simples do mundo. “Tristeza é uma emoção, enquanto depressão é uma doença”, explica o psiquiatra Ken Robbins, da Universidade de Wisconsin-Madison – nos Estados Unidos.
E verdadeira depressão difere da tristeza em dois pontos-chave:

 Severidade

Os sintomas da depressão são severos o suficiente para dominar sua vida e interferir profundamente em sua rotina diária. É como se você estivesse atolado em um mar de areia movediça e, não importa quanta força faça, apenas não consegue sair dali.

Duração

A tristeza com certeza faz parte da lista de sintomas de depressão. Mas, quando é “só” tristeza, o sentimento acaba passando em alguns dias e a vida volta a ser como era antes – o que não acontece em uma caso de depressão, quando a pessoa fica triste o tempo todo e por mais de duas semanas.
E, ao contrário do que muitos pensam, os sintomas de depressão vão muito além da tristeza. A seguir, vamos apresentar 11 sintomas de depressão que são os mais comuns. Mas, antes de falar mais sobre cada um deles, vale um alerta: é possível que uma pessoa deprimida não tenha os 11 sintomas de uma só vez, e a intensidade de cada um deles pode variar. O importante, e fundamental, é verificar se vários desses sintomas estão presentes por mais de duas semanas em você, ou em alguém que você conheça. Nesse caso, talvez seja hora de procurar ajuda médica especializada.




11. Baixo astral generalizado

Quando o baixo astral domina todos os seus momentos, talvez seja hora de ficar em estado de alerta. Perda de interesse na vida, incapacidade de sentir ou expressar felicidade ou outras emoções também fazem parte do pacote. Como dissemos, é normal se sentir assim quando alguma coisa que não gostaríamos acontece com a gente. Como ser demitido, ou terminar um relacionamento, por exemplo. Mas, o normal é que essa melancolia seja passageira. Quando ela insiste em ficar e anula todas as possibilidades de sorrir e sentir qualquer tipo de alegria, ela não se torna apenas um sintoma, mas também uma das evidências mais fortes de que se trata de um quadro real de depressão.
Se você está em dúvida sobre estar ou não nessa situação, pergunte a você mesmo: “quando foi a última vez que eu fiquei feliz?”.

10. Sentimento constante de desesperança, inutilidade ou desamparo

Quando uma pessoa está com depressão, ela não consegue deixar de sentir que está tudo errado e a culpa de todos os problemas do mundo é dela. A pessoa parece incapaz de ver qualquer lado positivo ou luz no fim do túnel. E então começa a se fixar em erros do passado, ficando horas, dias e semanas remoendo um sentimento de culpa infinito. Falas como “eu não tenho escolha”, “eu não posso fazer nada”, “ninguém se importa” são comuns de se ouvir de alguém que se encontra nessa situação.

9. Choro frequente

Quando o choro é frequente e aparentemente não tem uma causa que o justifique, vem “do nada”, ele pode entrar para a lista de sintomas de depressão. Mas é importante ressaltar que nem toda pessoa deprimida chora. Na verdade, algumas nunca choram. E, segundo um estudo feito na Universidade de São Francisco (Estados Unidos) em 2001, a quantidade de choro não está diretamente relacionada à gravidade da depressão. Contudo, pode ser a pontinha do iceberg.

8. Inquietação e agitação constante

Pessoas com depressão podem se sentir incapazes de relaxar. Podem ter também um sentimento constante de irritação e raiva de tudo e de todos.

7. Cansaço exagerado e perda de energia

Normalmente, quando uma pessoa está com depressão e não mostra a agitação de que falamos no item anterior, ela tende a ficar mais quieta e se queixar constantemente de cansaço e falta de energia para tudo. Daí vem uma onda implacável de improdutividade que atinge desde o trabalho até as atividades mais rotineiras. Esse sintoma pode ser tão forte a ponto de a pessoa não conseguir mais nem sair da cama.

6. Perda de interesse em atividades e hobbies que gostava

Esse é um dos sintomas de depressão mais reveladores da doença. A pessoa não tem mais vontade alguma de fazer coisas que antes adorava. E essas coisas podem ser as mais variadas possíveis, como passear com os cachorros, se exercitar, ou tomar conta dos seus sobrinhos. E, assim, a pessoa depressiva vai lentamente se isolando do mundo, recusando convites e qualquer outro motivo para sair de casa.

5. Dificuldade de concentração

Esquecer compromissos e recados, cometer erros bobos, não se lembrar de nomes e evitar fazer planos ou adiar decisões. A pessoa considerada “deprimida” é vítima constante de “pensamentos confusos”. Entre os sintomas de depressão, esse é aquele que começa virando motivo de piada, mas pode ficar sério a ponto da pessoa começar a escrever lembretes para ela mesma.
E atenção: essas falhas mentais associadas à depressão podem se parecer muito com “demência”. E, de fato, as pessoas com esta condição são propensas à depressão, e vice-versa.

4. Dormir demais ou problemas de sono

Falta de sono, ou sono em excesso, e a depressão estão intimamente relacionados. Em algumas pessoas, a depressão se manifesta com insônia, enquanto em outros acontece exatamente o contrário: tudo o que a pessoa quer é dormir. De um jeito ou de outro, a rotina de sono é interrompida e a pessoa nunca se sente descasada o suficiente. Importante saber: a depressão é uma das principais causas de problemas de sono, porque ela interfere nos ritmos biológicos naturais.

3. Falta de apetite ou comer compulsivamente

Esse é mais um caso em que o sintoma tende a aparecer como um extremo ou outro: a pessoa depressiva pode perder totalmente o interesse na comida, ou começar a comer descontroladamente. De um jeito ou de outro, é relativamente fácil detectar um comportamento anormal, principalmente porque nesse caso, um pouco mais que nos outros, os resultados desse comportamento é geralmente visível.

2. Pensamentos suicidas

A depressão é uma das condições mais comumente associadas ao suicídio. Ele começa com o que parece ser uma solução lógica para toda a dor e sofrimento que uma pessoa depressiva sente. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, 90% das pessoas que cometem suicídio tem um quadro clínico de depressão, estão sob efeito de drogas ou ambos.
Quem tem esse tipo de pensamento geralmente fala coisas como “eu queria morrer”, “eu quero acabar com tudo” e por aí vai. O perigo é que muitas pessoas podem pensar que essas são palavras ditas “da boca pra fora”, mas a verdade é que elas realmente sentem essa vontade de colocar um ponto final na vida. E esse, mais do que todos os sintomas, é um indicador de que a ajuda profissional não só é necessária, como é urgente.

1. Dores persistentes, dores de cabeça, cólicas ou problemas digestivos que não melhoram com tratamento

A depressão é estressante. Os efeitos físicos do estresse crônico, somado à falta de cuidados com si mesmo, provocam uma série de problemas de saúde, como os que enumeramos acima. Obviamente, alguns destes sinais físicos podem ser pistas para problemas de saúde não relacionados à depressão. O importante é perceber se isso está acontecendo junto com outro(s) sintoma(s) que listamos neste artigo.
Dica: levar uma pessoa ao médico sob o pretexto de avaliar sintomas crônicos permite que você tenha uma chance de fazer um relatório completo de outros sintomas preocupantes que podem levar ao diagnóstico de uma depressão. Isso pode ser muito importante porque pessoas com depressão costumam negar essa condição e todos os possíveis sintomas relacionados a ela. E, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, até os casos mais severos de depressão costumam responder muito bem ao tratamento adequado. 

FONTE: http://hypescience.com/

segunda-feira, 11 de maio de 2015

8 Atitudes Típicas De Pessoas Que Tem Depressão, Mas Não Demonstram

Embora a sociedade atual demonstre, de modo geral, um maior conhecimento sobre a depressão, o que se vê, muitas vezes, é uma compreensão equivocada desta doença e de seus sintomas.
Tratar-se de uma doença marcada por um estigma, nem sempre conseguimos identificar familiares ou pessoas próximas que estejam lutando contra a depressão. Pior ainda: devido às concepções equivocadas sobre os diferentes modos de manifestação da doença, e o tipo de ajuda a ser buscado, muitos indivíduos que sofrem de depressão não recebem o devido diagnóstico.
O resultado disso é que muitos indivíduos convivem com uma depressão mascarada – ou seja, invisível para as pessoas que os cercam, ou mesmo para eles próprios. Além disso, nos casos em que não recebeu o diagnóstico adequado, o indivíduo tenderá a lidar com seus problemas de modo a esconder a depressão, e terá dificuldades para reconhecer os verdadeiros sintomas da doença.
É preciso deixar de lado a concepção de que o sofrimento é sempre visível. Deste modo, será possível compreender melhor e oferecer ajuda aos que lutam contra as doenças não manifestas. Listamos, a seguir, alguns sinais de uma pessoa que talvez sofra de uma depressão mascarada.

1. Ela talvez “não pareça deprimida”


Influenciados por estereótipos culturais e veiculados pela mídia, muitos têm uma imagem equivocada do comportamento e da aparência do indivíduo com depressão. Na visão do senso comum, esta pessoa raramente sai de seu quarto, veste-se com desleixo, e parece estar sempre triste. Porém, nem todos que sofrem de depressão têm o mesmo comportamento.
Claro que os indivíduos são diferentes, assim como variam os sintomas e a capacidade de cada um de lidar com a doença. Muitos conseguem exibir um “verniz” de boa saúde mental – como mecanismo de autoproteção –, mas o fato de serem capazes de fazê-lo não significa que eles sofram menos. Do mesmo modo, as pessoas incapazes de mostrar tal “verniz” não são mais “fracas” que as demais.

2. Ela pode parecer exausta, ou queixar-se de um cansaço constante


Um efeito colateral da depressão é um cansaço permanente. Embora este sintoma não se manifeste em todos que sofrem de depressão, ele é muito comum. Em geral, é um dos piores efeitos colaterais desta doença.
Além disso, se o indivíduo não recebeu o diagnóstico de depressão, a causa deste cansaço pode ser uma incógnita. Mesmo que ele durma um número suficiente de horas à noite, talvez acorde na manhã seguinte como se tivesse dormido pouco. Pior que isso: talvez ele culpe a si mesmo, atribuindo isso à preguiça ou então que algum defeito de sua personalidade esteja causando esta sensação de fraqueza e falta de energia.
Este sintoma também acaba se tornando uma dificuldade para quem recebeu o diagnóstico de depressão, mas tenta ocultá-la dos amigos e colegas. Isso porque esta sensação de cansaço afeta o seu ritmo de trabalho e também os seus relacionamentos pessoais.

3. Ela poderá ficar mais irritadiça


O comportamento de uma pessoa com depressão pode ser interpretado equivocadamente, como melancolia. É muito comum que a pessoa deprimida fique mais irritadiça, e que isso não seja interpretado como um sintoma da doença. Isso é compreensível, já que a depressão não é problema de saúde “visível”, e tampouco pode ser medido com precisão – o que dificulta o combate à doença.
Além disso, o esforço constante exigido do indivíduo para lidar, ao mesmo tempo, com as inúmeras demandas de sua vida cotidiana, e com a depressão, suga suas energias, deixando-o impaciente e incapaz de ter a compreensão exata sobre as coisas.
Se o seu amigo ou conhecido recebe o diagnóstico de depressão, e compartilha esta informação com você, uma dificuldade poderá surgir, caso o comportamento desta pessoa não corresponda à imagem (equivocada) que se tem de uma pessoa com depressão: um indivíduo tímido e calado. A tendência a ter “pavio curto” e a irritar-se com facilidade é, na verdade, um efeito colateral da depressão.

4. Para ela, pode ser difícil corresponder ao afeto e preocupação das pessoas ao redor


A ideia equivocada mais comum em relação à depressão, sugerida nos parágrafos acima, é que ela causa um sentimento de tristeza.
Pelo contrário: muitas vezes, o indivíduo com depressão não sente nada; ou então vive as emoções de modo limitado ou passageiro. Depende de cada caso, mas muitos relatam um sentimento parecido com o “torpor”, e o mais próximo que chegam de uma emoção é uma espécie de tristeza, ou irritação.
Deste modo, o indivíduo terá dificuldade para corresponder de modo adequado a gestos ou palavras afetuosas. Ou então nem se dará ao trabalho de manifestar qualquer reação.
Talvez demonstre uma irritação nada racional: é possível que o cérebro dele tenha dificuldades para processar e corresponder ao seu afeto e carinho.

5. Talvez recuse a participar de atividades de que gostava muito


Uma atípica falta de interesse em participar de atividades – e durante um longo período – pode ser um sinal de depressão. Conforme mencionado acima, esta doença drena a energia do indivíduo tanto no plano físico quanto no mental – o que afeta sua capacidade de sentir prazer com as atividades cotidianas.
Um indivíduo com depressão talvez não se sinta mais atraído por atividades que adorava no passado, pois esta doença acaba dificultando o desfrute de tais atividades, que não satisfazem mais o indivíduo. Se não há nenhum outro sinal visível que possa explicar o interesse cada vez menor do indivíduo por estas atividades, este talvez seja um sintoma de depressão clínica.

6. Talvez passe a ter hábitos alimentares incomuns


O indivíduo deprimido desenvolve hábitos alimentares incomuns por duas razões: como um modo de lidar com a doença, ou como um efeito colateral da ausência do cuidado consigo mesmo. Comer pouco ou em demasia é um sinal comum de depressão. A ingestão excessiva de alimentos é vista como vergonhosa, e neste caso a comida talvez seja a principal fonte de prazer da pessoa com depressão, o que a faz comer além do necessário.
Quando o indivíduo depressivo come pouco, em geral é porque a doença está afetando seu apetite, transformando o ato de comer em algo desagradável. Isso também pode ser uma necessidade subconsciente de controlar algo, já que ele não é capaz de controlar sua depressão. Se a pessoa não recebeu o devido diagnóstico, ou se omitiu diante das pessoas o fato de estar deprimida, elas poderão considerar que os hábitos alimentares “errados” se devem a um defeito de personalidade, e tal “julgamento” fará com que o indivíduo deprimido se sinta ainda pior.

7. Os outros talvez passem a exigir mais de você


Naturalmente, as funções vitais de um indivíduo com depressão não podem ser as mesmas de alguém com boa saúde mental. Haverá coisas que ele não será mais capaz de fazer com a mesma frequência, ou abandonará de vez. Perturbá-lo ou fazer com que ele se envergonhe por causa disso só tende a causar mágoas, em vez de ajudar. Se a depressão é um assunto que ele tem tido dificuldade de abordar, será igualmente difícil para ele lidar com alguém que fique irritado diante de sua incapacidade de agir do mesmo modo que uma pessoa mentalmente sadia.
Por isso, convém sempre ser compreensivo com as pessoas, seja de seu círculo profissional ou do pessoal. Não há como saber se um indivíduo está simplesmente “desacelerando”, ou se está enfrentando um verdadeiro problema de saúde.

8. Ela poderá ter dias ruins, e dias “melhores”


Trata-se de uma doença com altos e baixos. Se o indivíduo sofre de uma depressão mascarada, ou não diagnosticada, pode parecer que suas flutuações de humor são aleatórias, dependendo da regularidade de sua depressão. Para você (e mesmo para ele, no caso de ele não ter recebido um diagnóstico), talvez não haja uma motivação para as alterações de humor, mas esta é simplesmente a maneira como a depressão se manifesta em algumas pessoas.
Se você sabe que o indivíduo sofre de depressão, poderá ter a falsa impressão de que ele, tendo passado por uma sequência de dias “bons”, está definitivamente curado. O fato de ele ter passado um dia melhor do que na véspera pode ser excelente, mas convém que você sempre lhe peça para que ele deixe claro o que consegue ou não fazer, e em que momentos.
Concluir que o indivíduo que sofria de depressão está plenamente recuperado, ou forçá-lo a retomar rapidamente a rotina normal poderá sobrecarregá-lo, e fazer com que ele se “retraia” novamente. Ofereça apoio ao amigo ou parente com depressão, mas deixe que ele tome as decisões necessárias.

FONTE: 
http://thesecret.tv.br/

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Um Cachorro Preto, Chamado Depressão...

Oie gente, tudo bom?
Vi esses dias um vídeo muito legal que exemplifica bem sobre a depressão, 
Assista e se você se identificar não exite em procurar ajuda profissional, depressão tem tratamento e ninguém tem que viver com ela! 







terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Depressão

Considerada o mal do século a depressão é a doença que acomete cada vez mais pessoas.
Muitas das pessoas que tem a síndrome do pânico também acabam desenvolvendo a depressão, e por este motivo venho hoje trazer a vocês este post hoje...

O que é?

Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.
Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos, e desaparece o interesse pelas atividades, que antes davam satisfação e prazer.


Causas


Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: as anfetaminas).Mulheres parecem ser mais vulneráveis aos estados depressivos em virtude da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil.

Sintomas
Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:
1) alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional);
2) distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva  praticamente diárias); 
3) problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); 
4) fadiga ou perda de energia constante; 
5) culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade);
6) dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se);
7) ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); 
8) baixa autoestima,
9) alteração da libido.
Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.
O diagnóstico da depressão é clínico e toma como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente. Além de espírito deprimido e da perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades durante pelo menos duas semanas, a pessoa deve apresentar também de quatro a cinco dos sintomas supracitados.
Tratamento
Depressão é uma doença que exige acompanhamento médico sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise.
Há evidências de que a atividade física associada aos tratamentos farmacológicos e psicoterápicos representa um recurso importante para reverter o quadro de depressão.

* Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal de loucura, nem de preguiça nem de irresponsabilidade. Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez;
* Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, maturidade e velhice. Os sintomas podem variar conforme o caso. Nas crianças, muitas vezes são erroneamente atribuídos a características da personalidade e nos idosos, ao desgaste próprio dos anos vividos;



Fonte: DrauzioVarella.com.br